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segunda-feira, 20 de setembro de 2010






Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e  você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo bem.
Caio Fernando de Abreu

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010






Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços, você cobre com a boca meus ouvidos entupidos de buzinas, versos interrompidos, escapamentos abertos, tilintar de telefones, máquinas de escrever, ruídos eletrônicos, britadeiras de concreto, e você me beija e você me aperta e  você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo bem.
Caio Fernando de Abreu

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